Polícia Civil investiga morte em ação da PM em Ilicínea; três presos
A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar a morte de um homem de 43 anos durante uma operação da Polícia Militar em Ilicínea (MG). Três policiais militares envolvidos no incidente foram presos.
A operação ocorreu na quarta-feira, 18, quando os militares estavam cumprindo um mandado de prisão. Uma câmera de segurança registrou o momento em que duas viaturas da PM param na Rua Vanilton Vilela de Faria e seis policiais se dirigem à residência onde o homem, identificado como Reginaldo da Silva, estava. Segundo informações da Polícia Militar, ele era foragido da justiça e portava uma arma.
Detalhes do incidente
De acordo com o registro policial, Reginaldo desobedeceu às ordens da PM, resistiu à abordagem e apontou uma arma de fogo em direção aos policiais. A PM informou que, diante da ameaça, os policiais realizaram disparos. Porém, o homem não chegou a atirar e nenhum policial ficou ferido. Reginaldo foi socorrido e levado ao pronto atendimento municipal, mas não resistiu aos ferimentos.
Histórico criminal de Reginaldo
Ainda segundo a PM, Reginaldo tinha diversas passagens por crimes de roubo, tráfico de drogas, furto e receptação. Ele também era suspeito de envolvimento no homicídio de um policial militar de Ilicínea, em 2017, durante um assalto a banco.
Desdobramentos da investigação
A ocorrência foi registrada e, uma vez se tratar de crime militar, foi dada voz de prisão em flagrante aos policiais diretamente envolvidos na ação. Eles foram apresentados à autoridade de Polícia Judiciária militar para as providências legais. A Polícia Civil também abriu um inquérito paralelo.
A perícia técnica foi acionada e compareceu ao local, recolhendo uma arma de fogo calibre .32 com 6 munições intactas, que pertencia ao homem baleado. O delegado de Boa Esperança, Alexandre Boaventura, comentou: “A rigor, a investigação sobre este fato seria de competência da Justiça Militar. Porém, em razão da necessidade de perícias, necropsia e também da necessidade de escuta de algumas testemunhas, a Polícia Civil também teve que instaurar inquérito. No primeiro momento, fica bastante nítido que os policiais militares agiam em legítima defesa, mas, mesmo assim, todas as circunstâncias precisam ser comprovadas para que haja maior clareza e transparência na atividade policial”.
A investigação tem um prazo de 30 dias para a conclusão.
Perguntas Frequentes
Quem foi a vítima envolvida na ocorrência?
A vítima foi Reginaldo da Silva, um homem de 43 anos que era foragido da justiça.
Quais foram as circunstâncias da morte?
A morte ocorreu durante uma ação policial para cumprimento de um mandado de prisão, onde houve resistência por parte da vítima.
O que foi declarado pelo delegado sobre a ação dos policiais?
O delegado mencionou que os policiais agiram em legítima defesa, mas a investigação visa esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido.
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