Prisão de agressores de capivara é convertida em preventiva
O juízo da Central de Audiência de Custódia de Benfica manteve a prisão de seis homens detidos por agredir uma capivara. O crime ocorreu na Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro. Os detidos tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva.
Os acusados são Wagner da Silva Bernardo, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues, José Renato Beserra da Silva e Isaias Melquiades Barros da Silva. Eles foram detidos durante a madrugada no último sábado, dia 21, na Rua Repouso, no Jardim Guanabara. Juntamente com os seis homens, dois adolescentes também participaram da agressão, e suas internações provisórias foram determinadas no domingo, dia 22, pela Vara da Infância e da Adolescência da Capital.
Segundo a denúncia, os homens e os adolescentes usaram barras e ripas de madeira, algumas com pregos, para espancar a capivara. O juiz Rafael Rezende destacou que a gravidade do crime justifica a prisão cautelar, a fim de garantir a ordem pública. As imagens do espancamento tiveram grande repercussão nas redes sociais, evidenciando a crueldade da ação.
Decisão Judicial
Na sua decisão, o juiz ressaltou a severidade da conduta dos réus, considerando o número de envolvidos no ato violento e a utilização de objetos que causaram intenso sofrimento ao animal. Ele ressaltou também o fato de que adolescentes estavam envolvidos, o que aumentou a reprovabilidade da ação.
“A pluralidade de agentes, o envolvimento de adolescentes no crime e os instrumentos utilizados na agressão aumentam a gravidade desse delito”, afirmou o magistrado. As defesas dos acusados solicitaram liberdade provisória, mas o pedido foi negado pelo juiz.
Perguntas Frequentes
Quais são as penas para agressão a animais no Brasil?
As penas variam dependendo da gravidade do ato, podendo incluir detenção e multas, conforme a Lei de Crimes Ambientais.
Os adolescentes envolvidos também enfrentarão consequências legais?
Sim, eles foram submetidos a internações provisórias e devem passar por medidas socioeducativas conforme a legislação específica.
Como a sociedade pode prevenir casos semelhantes?
Promovendo campanhas de conscientização sobre a proteção aos animais e denunciando casos de agressão.
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