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Moradores de Santo Antônio do Amparo protestam em pedágio

Moradores de Santo Antônio do Amparo protestam em pedágio na BR-381. Entenda as reivindicações e as futuras mobilizações da comunidade.

Por Redação NCB Publicado 28/06/2026 às 22h54 Compartilhar:

Recentemente, os moradores da comunidade do Cascalho, localizada em Santo Antônio do Amparo, intensificaram suas manifestações em frente à praça de pedágio da BR-381, em um movimento denominado “Renova Já Fernão Dias”. A insatisfação da população se concentra na posição estratégica da praça, sob a administração da concessionária Motiva, que tem gerado um impacto financeiro significativo no dia a dia dos moradores.

Estima-se que aproximadamente 400 pessoas dependem da conexão com a sede do município para diversas atividades cotidianas, como trabalho, estudos, consultas médicas e compras. A tarifa do pedágio, que é um encargo adicional, tornou-se um peso insustentável para esses cidadãos, que afirmam gastar em média R$ 300 mensais apenas para cruzar a praça de pedágio. Segundo Diego Camilo Santos, um dos organizadores da manifestação, essa situação demanda uma resposta urgente das autoridades e da concessionária.

Motivação e histórico da mobilização

O movimento “Renova Já Fernão Dias” surge como uma resposta direta à dificuldade enfrentada pela comunidade do Cascalho. A reivindicação dos moradores está centrada na reabertura de uma rotatória que foi fechada pela antiga concessionária, Arteris, sob a alegação de problemas de segurança e um aumento nos acidentes na região. Entretanto, os residentes replicam que não existem registros de incidentes significativos que justifiquem o fechamento da via, levantando a questão sobre a veracidade dos motivos apresentados. Para reforçar sua posição, os moradores solicitaram à Polícia Rodoviária Federal (PRF) dados que corroborassem suas afirmações. Os dados oficiais mostram que não houve registros de acidentes na localidade em questão.

As promessas não cumpridas

Um ponto crucial levantado pelos manifestantes é que antes da transição de gestão para a Motiva, a antiga concessionária, Arteris, tinha se comprometido a estudar alternativas que pudessem atender às demandas da comunidade. No entanto, com a troca de administração, as negociações foram abruptamente interrompidas, e as promessas não se concretizaram. Isso gerou uma profunda frustração entre os moradores, que já se sentiam negligenciados nas suas reivindicações.

O impacto econômico e social

A realidade enfrentada pelos moradores do Cascalho vai além do aspecto financeiro. O alto custo das tarifas de pedágio não apenas reduz a renda disponível das famílias, mas também dificulta o acesso a serviços básicos, educação e saúde. Em uma região onde muitos dependem da agricultura e do comércio, as dificuldades logísticas impostas pela praça de pedágio se tornam um empecilho à prosperidade e à qualidade de vida da comunidade.

Próximos passos da mobilização

Com a intensificação das manifestações, a comunidade se comprometeu a continuar o movimento até que uma solução satisfatória seja apresentada. Os protestos têm sido um chamado à ação não apenas para a concessionária, mas também para os governantes e a sociedade em geral, destacando a importância do diálogo e da escuta das demandas da população. A luta por alternativas viáveis e justas continua, enquanto o movimento ganha força e visibilidade na região.

Resumo

    • Fato: Moradores da comunidade do Cascalho protestam em praça de pedágio na BR-381.
    • Onde: Santo Antônio do Amparo – MG.
    • Impacto: Aumento de despesas e dificuldade de acesso a serviços essenciais.

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