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Crise na eleição de governador do Rio gera impasse na Alerj

Entenda a crise envolvendo a eleição de um novo governador no Rio de Janeiro e os reflexos no processo legislativo da Alerj.

Por Redação NCB Publicado 27/03/2026 às 07h47 Compartilhar:

Uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Rio causou um grande impasse na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), interrompendo o processo de sucessão e paralisando a eleição do novo presidente do Legislativo fluminense. A medida determina que a eleição só ocorra após o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) recalcular as bancadas partidárias, procedimento essencial após a cassação do deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil).

O impasse começou com a cassação e a declaração de inelegibilidade de Bacellar pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que anulou os 97.822 votos obtidos por ele nas eleições de 2022. A consequência disso é a necessidade de recontagem dos votos para redefinir a composição atual da Assembleia.

O contexto da nova eleição

Logo após a vacância do cargo, a Mesa Diretora da Alerj convocou uma nova eleição, realizada nesta quinta-feira (26), que resultou na escolha de Douglas Ruas (PL) como presidente. Contudo, o TJRJ acolheu a justificativa de que a realização da eleição antes da recontagem de votos viola princípios legais, tais como o devido processo.

A desembargadora Suely Lopes Magalhães, responsável pela liminar, ressaltou que a realização do pleito sem a recontagem anteriormente ordenada pelo TSE interfere na escolha do novo presidente da Alerj e na definição do próximo governador em caso de duplo vácuo.

Próximos passos do processo eleitoral

Conforme a decisão judicial, a nova eleição para a presidência da Alerj só pode ser feita após a retotalização dos votos pelo TRE-RJ. Os próximos passos incluem:

    • Retotalização de votos: marcada para a próxima terça-feira (31), às 15h;
    • Prazos de contestação: após o cálculo, partidos e federações terão cinco dias para apresentar impugnações;
    • Homologação: a nova composição da Alerj será oficializada após julgamento pelo plenário do TRE-RJ.

A incerteza no Legislativo impacta diretamente o Executivo do RJ. Com a inelegibilidade de Cláudio Castro (PL), o estado aguarda a definição da presidência da Alerj para avançar nas eleições indiretas para governador.

Processo de eleições indiretas

O TSE confirmou que a sucessão no governo do Rio deve ser definida por meio de eleições indiretas. Na quarta-feira (25), o tribunal republicou uma certidão de condenação de Castro, corrigindo um erro anterior que não especificava o tipo de eleição que deveria ser realizada. A nova certidão estabelece que devem ser “novas eleições indiretas”.

A votação ocorrerá na Alerj e o escolhido permanecerá no cargo até janeiro de 2027, quando uma nova chapa eleita popularmente assumirá o governo.

A realização de eleições indiretas foi necessária, uma vez que todos os nomes na linha de sucessão também foram alvo de inelegibilidade. Na terça-feira (24), o TSE condenou Cláudio Castro por oito anos, tornando-o inelegível até 2030.

Perguntas Frequentes

Qual o impacto da decisão do TJRJ na eleição de governador?

A decisão impede a realização de novas eleições para o comando da Alerj até que a recontagem dos votos tenha sido feita, o que complica a sucessão governamental.

Quando será a retotalização de votos?

A retotalização de votos está marcada para o dia 31 de outubro de 2026, às 15h.

Quem é o atual presidente da Alerj?

Ainda não houve confirmação de um novo presidente, pois a eleição está paralisada até a recontagem dos votos.

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