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Sul de MG enfrenta demora para internação

Sul de MG enfrenta dificuldades devido a novo sistema de regulação de vagas na saúde. Pacientes e gestores relatam problemas. Leia mais.

Por Redação NCB Publicado 03/07/2026 às 09h48 Compartilhar:

O Sul de Minas Gerais está enfrentando significativas dificuldades em seus serviços de saúde após a mudança no sistema de regulação de vagas para internação. Pacientes e gestores relatam que o novo sistema, a Central de Operações para Regulação Estadual (Core/MG), que substituiu o antigo SUS Fácil, tem gerado atrasos na transferência e remoção de pacientes, criando situações desesperadoras para os envolvidos.

A situação se tornou tema de discussão entre os prefeitos dos municípios que integram a Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande (AMEG). Em reunião com o subsecretário de acesso a serviços de saúde de Minas Gerais, Renan Guimarães Rosa de Oliveira, os gestores expuseram suas críticas ao novo sistema.

Impacto do Novo Sistema nas Internações

Com a implementação do Core/MG, pacientes têm enfrentado atrasos para serem internados, mesmo em situações de urgência e emergência. Evandro Ricardo da Silva, comerciante de São Sebastião do Paraíso, por exemplo, viveu o desespero de aguardar por horas a internação de sua mãe, que suspeitava estar sofrendo um AVC. Apesar da tensão e do desejo de recorrer a um atendimento particular, ele foi aconselhado a esperar, até que a internação ocorreu na Santa Casa do mesmo município.

Críticas dos Gestores de Saúde

Marcelo de Morais, prefeito de São Sebastião do Paraíso, destacou que a modificação no sistema de regulação complicou ainda mais a logística de transferência de pacientes. A crítica central é que o Core/MG direciona pacientes para outros municípios, mesmo quando há tratamento disponível na cidade de origem, e vice-versa. “O caos está instalado, com pacientes esperando até 30 horas por regulação”, afirmou.

Superlotação nas UPAs

A situação crítica se estende a outras cidades, como em Passos, onde a UPA local enfrenta superlotação. Gelza Silva Macedo, coordenadora de enfermagem, relata que muitos pacientes ficam internados na UPA por falta de vagas nos hospitais, comprometendo a qualidade do atendimento e gerando esgotamento entre aqueles que aguardam indispostos por uma vaga.

Posição da Secretaria de Saúde

Renan Guimarães Rosa de Oliveira, subsecretário de saúde, garantiu que o Core/MG opera com foco na prioridade dos casos, avaliando-os individualmente. A secretaria enfatizou que a transparência nos critérios adotados é mantida, e que não foi identificado tempo excessivo nas internações conforme relatado pelos municípios.

Movimentação dos Prefeitos e Demandas à Secretaria

Os prefeitos da AMEG se reuniram com o subsecretário para discutir os problemas decorrentes do novo sistema de regulação. Foi entregue um ofício ao estado, formalizando as reivindicações para reduzir o tempo de resposta nas regulações e garantir que o atendimento respeite as pactuações municipais.

Resumo

    • Fato: Novo sistema de regulação de vagas gera atrasos em internações.
    • Onde: Municípios do Sul de Minas Gerais.
    • Impacto: Superlotação nas UPAs e tensão entre gestores e pacientes.

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