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Justiça concede liberdade a estudante de medicina em MG

Justiça concede liberdade provisória a estudante preso por importunação sexual em hospital de MG. Entenda os detalhes da ocorrência.

Por Redação NCB Publicado 03/08/2026 às 23h40 Compartilhar:

A Justiça concedeu liberdade provisória ao estudante de medicina Alexandre Figueiredo, de 39 anos, que foi preso em flagrante por suspeita de importunação sexual após uma denúncia de uma paciente no Hospital Universitário Alzira Velano, em Alfenas, MG. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, 3 de agosto, e permitiu que o estudante deixasse o Presídio de Alfenas ao final da tarde, respondendo às investigações em liberdade.

Segundo informações da Polícia Civil, a prisão de Alexandre foi ratificada em decorrência de um chamado feito pela Polícia Militar durante a madrugada. A vítima relatou que havia sido atendida inicialmente por um médico e uma enfermeira, e que posteriormente o estudante entrou sozinho em seu quarto.

A denúncia e o relato da paciente

De acordo com a queixa apresentada à polícia, a paciente alegou que Alexandre solicitou que ela mostrasse novamente suas partes íntimas e a tocou na região genital sem o seu consentimento e sem o uso de luvas de procedimento. Além disso, a mulher afirmou que o estudante fez fotografias sem sua autorização e questionou-a sobre assuntos de natureza pessoal, o que provocou constrangimento.

Consequências da prisão

Após a denúncia, Alexandre foi conduzido à 2ª Central Estadual do Plantão Digital, onde a autoridade policial confirmou a prisão em flagrante por importunação sexual. Após a decisão judicial que concedeu a liberdade provisória, o hospital tomou medidas imediatas, afastando o estudante de todas as suas atividades.

Nota do Hospital Universitário Alzira Velano

Em nota, o Hospital Universitário Alzira Velano comunicou que foi adotado um conjunto de medidas administrativas e procedimentos internos para investigar a ocorrência. A instituição enfatizou que a conduta relatada não condiz com os protocolos assistenciais estabelecidos e ressaltou que estudantes de medicina não têm autorização para realizar atendimentos sem a supervisão de um médico.

O hospital também se comprometeu a oferecer acolhimento e suporte à paciente e seus familiares, garantindo que a equipe multiprofissional esteja à disposição para ajudá-los durante este período difícil. Além disso, o hospital assegurou que colaborará plenamente com as autoridades durante a investigação.

A defesa do estudante

A defesa de Alexandre Figueiredo se manifestou, alegando que o estudante agiu de maneira inocente, por desconhecimento das normas e procedimentos que deveriam ser seguidos durante o atendimento. O advogado Jorci Caetano afirmou que Alexandre não estava ciente de que o exame deveria ser realizado somente na presença de um médico supervisor.

Conforme o defensor, não houve intenção de cometer qualquer irregularidade por parte do estudante, que continua a considerar-se inocente e aguarda o desdobramento das investigações para esclarecer os fatos.

Impactos e repercussões

O caso do estudante de medicina em Alfenas trouxe à tona discussões sobre a importância da supervisão adequada em atendimentos médicos realizados por estudantes. A situação gerou preocupação em relação à segurança das pacientes em ambientes hospitalares. As instituições de saúde são instadas a garantir que seus protocolos sejam seguidos rigorosamente, afim de proteger tanto os pacientes quanto os próprios estudantes em formação.

Resumo

    • Fato: Liberdade provisória concedida a estudante de medicina preso por importunação sexual.
    • Onde: Hospital Universitário Alzira Velano, Alfenas – MG.
    • Impacto: Afastamento do estudante e medidas de investigação pelo hospital.

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