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Ex-prefeito de Guapé deve devolver R$ 105 mil

Ex-prefeito de Guapé é condenado a devolver R$ 105 mil por despesas não comprovadas. Entenda a decisão judicial. Confira mais!

Por Redação NCB Publicado 16/10/2026 às 14h18 Compartilhar:

O ex-prefeito de Guapé, município localizado no Sul de Minas Gerais, Luciano Maciel, foi condenado a devolver R$ 105.472 aos cofres públicos municipais. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) após uma análise de um recurso interposto pelo ex-chefe do Executivo, que estava contestando uma ação judicial que considerava improcedentes algumas despesas que não foram devidamente comprovadas.

A condenação do ex-prefeito se originou de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que procurou reparar os danos ao patrimônio público municipal. Luciano Maciel exerceu o cargo de prefeito entre 2012 e 2016, e a investigação se concentrou em gastos relacionados a viagens oficiais realizadas durante os anos de 2015 e 2016.

Investigações e Constatações

Conforme o MPMG, a investigação revelou que parte dos recursos públicos destinados ao custeio das viagens não estava acompanhada da documentação exigida pela legislação municipal. Essa falta de comprovação dificultou a verificação da regularidade dos gastos realizados durante o período. Apesar de Luciano Maciel ter apresentado relatórios de viagem, uma análise técnica identificou a ausência de documentos considerados essenciais para legitimar as despesas.

O levantamento realizado pelo Ministério Público apontou um prejuízo de aproximadamente R$ 105.472 aos cofres do município, uma quantia que agora deverá ser ressarcida pelo ex-prefeito. A decisão inicial da Justiça foi favorável ao pedido do MPMG, determinando que Maciel devolvesse o valor integralmente, além de arcar com as despesas processuais e periciais.

Recurso e Manutenção da Decisão Judicial

Após a condenação em primeira instância, Luciano Maciel optou por recorrer da decisão, mas o TJMG manteve a condenação. O Tribunal reafirmou a responsabilidade dos agentes públicos em comprovar a aplicação de recursos recebidos, considerando insuficientes os documentos apresentados para justificar as despesas questionadas. Essa manutenção da decisão judicial reforça a expectativa de uma gestão pública mais transparente e responsável no tocante aos gastos públicos.

Reação da Defesa

Em contato com a reportagem do g1, a defesa de Luciano Maciel informou que não iria se manifestar sobre a decisão do TJMG. Essa falta de declaração pode indicar uma estratégia jurídica em andamento, uma vez que a defesa ainda pode buscar novas vias de recurso ou esclarecer os pontos controversos tratados no processo.

Contexto e a Importância da Transparência

A situação em que se encontra Luciano Maciel ressalta a importância da transparência na administração pública e da necessidade de prestação de contas rigorosa por parte de todos os agentes públicos. A decisão judicial não só reforça a responsabilidade individual do ex-prefeito, mas também lança luz sobre práticas que, em última análise, afetam a confiança da população na gestão de recursos públicos.

Com o aumento da fiscalização e uma sociedade cada vez mais exigente em relação à ética e à transparência na administração pública, casos como o de Guapé servem como exemplo e reflexão para outras gestões. É fundamental que as autoridades fiquem atentas à regularidade e à lisura nos processos de gastos, assegurando, assim, que recursos públicos sejam utilizados de forma adequada e responsável.

Resumo

    • Fato: Ex-prefeito de Guapé é condenado a devolver R$ 105 mil por despesas não comprovadas.
    • Onde: Guapé – MG.
    • Impacto: Reforço nas responsabilidades de gestores públicos e a importância da prestação de contas.

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